O que se faz para que os nossos cartões empresariais, sejam eles festivos ou de contacto/visita, sejam meramente profissionais? Para não apresentarmos a empresa como amadora e para não perdermos oportunidades de negócio, um bom cartão faz toda a diferença!
1. Seguir a linha da empresa.
Se a linha gráfica da empresa segue em tons de azul, logótipo, produtos, merchandigins, etc, porque raio é que o cartão deveria ser vermelho? Não faz sentido. As cores da empresa têm de ser logo associados à instituição. O Azul para o F.C.Porto, o verde para o Sporting e o vermelho para os CTT. não é muito difícil seguir esta regra, pois se apresentamos (nós designers) uma coisa totalmente diferente ao cliente, é certo que vai rejeitar.
O melhor é pedir o manual de normas gráficas logo à cabeça. Se o cliente não tiver, bem… proponham-lhe a elaboração de um.
2. Utilizem as medidas standard.
Pode parecer estranho o que vou dizer agora mas, as medidas standard de cartões de visita não são sempre as mesmas dos cartões de crédito. Aqui em Portugal pode-se seguir por esse caminho. Mas, se formos fazer cartões para um cliente Americano, as medidas são totalmente diferentes.
Fica em baixo uma tabela das medidas mais frequentes em vários países:

Se por acaso precisar de tirar alguma dúvida sobre medidas e/ou tipos de papel, nada melhor do que dirigir-se à gráfica de eleição
3. Inclua todos os detalhes cruciais.
Deve-se incluir todos os dados que se achem necessários para o cliente o conseguir contactar sem problemas. Mas nada de atafulhar o cartão com coisas irrelevantes como um mapa de localização, ou a sua fotografia. Não utilize também e-mails de alojamentos grátis como o gmail ou yahoo. Fica bem ter um e-mail empresaxpto@gmail.com no seu cartão de visita? Não! Limitem-se ao nome, logótipo, funcionário, cargo do funcionário, e dados de contacto.
4. Espaço em branco é importantíssimo.
Quando alguém se apresenta e me dá o seu cartão, a primeira coisa que faço é apontar notas. O espaço em branco é muito útil neste factor. Normalmente quando faço os meus cartões, deixo sempre a face traseira em branco. Não só corto nos custos de impressão, como dou oportunidade às pessoas para tomarem notas boas (ou menos boas) sobre mim. E é por causa das notas que…
5- Não imprima os cartões em papel glossy (brilhante).
Pela razão acima referida. É difícil escrever neste tipo de papel. E mais. Um papel brilhante não quer dizer que brilhe no escuro. Um papel brilhante funciona bem quando há incidência de luz sobre ele. E quando há incidência de luz, deixa-se de ver o conteúdo. Isto não é nada bom. Já para não falar de que só há determinadas espessuras desse tipo de papel e todas elas baixas, ficando assim um cartão “mole”.
6. Impressão de qualidade.
Já me aconteceu no passado várias vezes (mas não muitas) entregarem-me cartões borrão. O que é isto? São todos aqueles cartões, que devido à sua fraca qualidade de impressão, me pintam as mãos, ou o sitio onde os guardo. Outra questão da impressão que se deve ter em conta, é a sua leitura. Se for num papel rugoso, dificulta-a e muito. E já que estamos a falar de leitura, aconselho a não colocar fontes menores do que 11pt. Isto porque não queremos que os nossos potenciais clientes tenham de agarrar em lupas para ver o nosso contacto.
7. Não escreva cargos Geek.
Esta vai directamente para os ingleses, que nos cartões, como profissão costumam colocar coisas tipo: “Code Ninja”, “Code Poet” ou “Marketing Overlord”. Casos destes vêem-se em português do mesmo género, mas mais raramente. Seja como for, não invente cargos só para dar a sua piada. Não é profissional.




sempre que tenho que fazer uns cartões coloco-me a medir os existentes
Essa imagem com as medidas é bastante util… para portugal usamos algum ISO?
Eu utilizo as medidas dos cartões de crédito. Sempre funcionou e nunca houve chatices.
ya eu uso essas também…so tava a questionar se eram as correspondentes ao ISO nao sei quantas da imagem acima
mas deixa tar… é uma questão de pegar na régua e amanha já tiro as duvidas
José Pacheco´s last blog ..Design for the smile – what the feelings can tell more about your design?